O adeus, inevitável.
A consciência tomando forma
no primeiro gesto definitivo.
O último afagar das mãos.
O sorriso mútuo de encorajamento.
As últimas lembranças mudas.
A primeira apreensão:
a lágrima chorada para dentro.
A ameaça de um retrocesso 
diante de um passado
que reluta em ficar para trás.
A individualidade se recuperando 
na presença de um futuro escuro.
A liberdade doída 
frente a uma solidão premeditada.
O outro de cada um
se perdendo na neblina de recordações
cada vez mais transparentes.
O resto é apenas isso: o resto.
(Leon Eliachar)